segunda-feira, 12 de abril de 2010

Virginia Woolf - Frases




“ O gosto pela verdade e pela beleza, a tolerância e a honestidade intelectual, o horror ao tédio, o senso de humor, as boas maneiras, a curiosidade, o desprezo á vulgaridade, á brutalidade e á pompa, o repúdio a superstição como á afetação, a aceitação sem temor das coisas boas da vida, o desejo de se exprimir completamente, a preocupação de uma educação liberal, o desprezo do utilitarismo e do filistinismo; numa palavra,

o amor pela doçura e pela luz ”

“ Eu não serei célebre, nem grande; eu continuarei a ser uma aventureira, a mudar, a seguir o meu espírito e meus olhos, recusando ser etiquetada e estereotipada. O problema consiste em liberar-nos a nós mesmos, encontrar nossas verdadeiras dimensões, não nos deixarmos atrapalhar... Eu não quero escrever nada que não me dê prazer... Eu não devo nada a ninguém... Eu não escreverei nunca para converter ou agradar alguém...”


“ Sobre as questões de gosto, não se pode certamente discutir. Eu repito sempre que me transformaria com prazer no gato de Shakespeare, no porco de Scott e no canário de Keats, se pudessem assim partilhar da companhia desses grandes homens.”


“ Pois tem razão o filósofo ao dizer que entre a felicidade e a melancolia não medeia espessura maior que a de uma lâmina de faca ”


“ Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. ”




Acima, frases de



Virginia Woolf - Escritora Inglesa ( 1882 - 1958 )

O CONTO


" O conto
é como riscar fósforo
           mal acende, já apagou."

                            Raimundo Carrero

domingo, 11 de abril de 2010

NOS OLHOS DA ROSA DORIDA



Feridas,
as pétalas de rosas,
vermelhas coração
dissolvem-se
desmancham-se em sangue
no crepúsculo vespertino
dos céus d’alma
e o suor da dor,  produz
dois trêmulos e hesitantes aljôfares
num lindo par
de olhos castanhos


BY   DAVI CARTES ALVES

sábado, 10 de abril de 2010

A HORA DA ESTRELA - CLARICE LISPECTOR



O PAPEL DO ESCRITOR NA SOCIEDADE


Em A Hora da Estrela, Clarice Lispector, usando uma linguagem singular, com a mais fina originalidade, onde pequenas frases, reservam-nos surpresas agradavelmente “abismais” de deleite, ou “sustos” muito bem vindos para o leitor, que espanta-se no bom sentido, com uma escrita tão “artesanal”, e tão rica de recursos linguísticos, entremeados de humor, ironia, acidez, poesia e dramaticidade.

A autora, neste romance, serve a leitores famintos, uma cesta generosa de tantas virtudes de linguagem e imagens, para nos saciarmos ao máximo, nos regalarmos até lambermos os dedos.


Clarice apresenta-nos de forma, ora amorosa, terna e poética, ora de uma forma contundente, acida e visceral, mas, sobretudo comovente e com extrema humanidade, a personagem Macabéia.


Ela se compadece da sua protagonista:
“ As vezes me da vontade, de te servir sopa quente, te colocar pra dormir, te dar um beijo na testa, e quando acordares, te mostrar o esplendor da vida”.

Assim, ela apresenta-nos o retrato de um grande numero de mulheres brasileiras, através da personagem alagoana , como Clarice enfatiza  “(...) milhares são como ela(...)” .


A escritora nos faz experimentar neste romance, em díspares matizes, diversos painéis de sensibilidade, que emolduram de forma ímpar, Macabéia e seu entorno, “pintados” pela autora com extrema delicadeza e poesia, destacando, que é papel do escritor na sociedade, sensibilizar os seus leitores, quanto aquelas almas frágeis, carentes e desprezadas, restritas aos interstícios do ostracismo, da indiferença, do descaso, bem como da privação a dignidade humana, triste legado que as desigualdades sociais e a falta de oportunidades, podem fatalmente vitimar.

Ademais, em A hora da estrela, notamos o quanto a ficção literária pode de fato, ser definida como a transfiguração da realidade, ou até mesmo, uma cópia dela.


Afinal, que mulher, ou homem, quem de nós já não se sentiu como Macabéia? Na sua solidão, na sua melancolia, na sua tristeza? Na sua pequenez?


Quem de nós em algum momento de nossas vidas, já não dividiu com ela, seu olhar singelo, desprovido de ambições e de fulgores, sobre a vida e as pretensões, bastando a si próprio?

Quem de nós, como Macabéia, a rosa "esquálida" cor de canela, não se limitou a buscar refugio, em nossos próprios jardins, “entre plantas e galinhas”, ou não buscou guarida tão somente, em nossos frágeis castelos de papel ou areia?


A genial Clarice Lispector, mostrou-nos com um texto sublime, que o seu papel é sim, relevante na sociedade, direcionando os nossos olhares a enxergar que mesmo nos grotões mais escuros, lúgubres, e abandonados da alma humana, há vida pulsante, há luz, e por essas paragens íngrimes d'alma, também  jorra generoso, o chafariz da poesia.


Portanto, este romance, breve, porém denso, tem um quê de conto, mas o impacto na alma do leitor faminto, só proporcionado pelas grandes epopéias.


Parte do trabalho feito para o Curso de Letras, sobre Clarice Lispector.


By   DAVI CARTES ALVES






quinta-feira, 8 de abril de 2010

FRAGMENTOS



Experimentei a sublime sensação
de sua alma feita de flores em lava
sonhava ao abrir nas suas costas
os botões nacarados, um a um
quando duas grandes asas
de cãndido e diáfano azul claro
brotaram suavemente
de sua pele melíflua
embebida em caldo de luar
és anjo meu

O que continuará a existir sem você?
Pois quando o amor, generoso
derrama-se dos seus lábios sobre nós,
ele produz n’alma, o sublime frescor
de um novo
e orvalhado amanhecer

De onde vem essa força enigmática
Que arrebata, asfixia, fascina ?
Será dos fundos das cóvinhas de nacar
esculpida neste rostinho feiticeiro
por esse sorriso de diamantes de neve?

Sorriso?
Ou um diamante que brilha?
O céu que se anila?
Faz lembrar
a primeira estrela que cintila

Com saudades, lembrei-me
dos teus afagos
doces canções de ninar
e quase sem perceber, peguei no...
choro

Será que há mais mel
no bojo da acácia
quanto na terna mansuetude
de seus belos olhos???

Será que há mais delicadeza & sensualidade
nas curvas da tulipa escarlate
quanto na leveza sinuosa
de seu lindo talhe
coleante de prazeres???

Que tal este presente amor meu:
A lua me sugeriu
um vestido de néon
o céu, uma tiara de estrelas
o mar, um multicolorido top
de conchas e corais

Afinal quem é você?
Que com suas palavras
me faz correr com a alma de joelhos
em busca dos teus mistérios
como os guinus no Kalahari
fogem das intempéries
em busca de refúgio

em meio aos teus lábios & versos
me sinto flutuar em espiral
na cadência de milhares de arraias
dentro de um balé vertigem, divinal

linda ninfa
ficas ainda mais bela
de sobretudo caramelo
os anéis de seus cabelos me anelam
ao roubarem beijos dos seus lábios de mel
como travessos colibris.

Afinal quem é você?
que com os teus deleites
faz até mesmo
anjos & diamantes luminosos

anoitecerem?


 
By – DAVI CARTES ALVES




terça-feira, 6 de abril de 2010

NO INVERNO



No inverno
sempre dói mais
a dorida dor
no coração
que sangra de amor


by  DAVI CARTES ALVES

Não deixe pra dizer que ama quando for tarde demais


Não adianta dizer que amava
só no pé da cova rasa
escrever em vão epitáfios de amor
na grinalda de perpétuas
ou no vaso de crisântemos

onde o térmita e o tempo
dissolvem tudo
em sol, chuva
 descaso ou relento

dizer que ama
com ternura de querubim
protege a alma do tempo
e do cupim

mas desde que proferido
em palpitante vida
uma e muitas vezes
dizer que amas
escrevendo n’alma querida
o amor
por seu cinzel em chamas

certamente,
não farás na sepultura
um poroso drama


by   DAVI CARTES ALVES












sábado, 3 de abril de 2010

em meio a um ballet divinal



Em meio aos teus lábios & versos
me sinto flutuar em espiral
entre volteios de milhares de arraias
em meio a um ballet divinal

by  DAVI CARTES ALVES

sexta-feira, 2 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010