Oh minha doce colombina!
Por quê você insiste em fazer tudo acabar
Se o coração, seu alvo fixo
não suporta esse seu preciso,
de encantos incivos, dardejar
se ontem me embebi em sonhos doces,
multicoloridos
no travesseiro fagueiro da maciez
do seu colo
hoje acordei ainda extasiado,
mas adentrei num pesadelo
ao ouvir você dizer-me com olhos taciturnos,
enviesados para o chão:
“ Quero fazer carreira solo ”
e quanto aos nossos sonhos irisados?
os “ projetos encantados
por nós dois armazenados,
acaso já foram arquivados” ?
então foi tudo um sonho enquanto durou:
sem trapaças, sem fagulhas, sem decepções
mas o amor tem dessas coisas,
surpreender incautos e desprecavidos,
corações.
davicartes@gmail.com
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Esperança
Esperança esta impressa em olhar de criança
que nunca se cansa de brincar e sorrir
confirmando a máxima:
que enquanto seu riso pueril se ouvir
hávera sempre a esperança de a paz resurgir
O tempo e o imprevisto no seu dom de surpreender
Sempre criam obstáculos na rotina do ser
mas a vida nos ensinou,
em lição paternal de criança,
que pra cada obstáculo,
haverá sempre uma esperança.
Esperança,
esta nas lágrimas que orvalham
a face vincada, sofrida
pois a vitória surgiu,
em meio as lágrimas da vida
e outrora um sonho,
agora real
a esperança esculpiu
mais um ideal.
davicartes@gmail.com
que nunca se cansa de brincar e sorrir
confirmando a máxima:
que enquanto seu riso pueril se ouvir
hávera sempre a esperança de a paz resurgir
O tempo e o imprevisto no seu dom de surpreender
Sempre criam obstáculos na rotina do ser
mas a vida nos ensinou,
em lição paternal de criança,
que pra cada obstáculo,
haverá sempre uma esperança.
Esperança,
esta nas lágrimas que orvalham
a face vincada, sofrida
pois a vitória surgiu,
em meio as lágrimas da vida
e outrora um sonho,
agora real
a esperança esculpiu
mais um ideal.
davicartes@gmail.com
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
DANÇARINA FLAMENCA
Chama cambiante,
Salamandra irrequieta,
Vultos sensuais, volúpias
Costurados em vestido,
seda carmesim
Alma ferina, charme provocante,
Meneios e requebros dardejantes,
Ritmo vigoroso, frenesi estonteante
olhares fulminantes de desprezo, hipnose
enleios apaixonantes
chama cambiante,
sapateias na cálida ilusão de possuir-te,
sou teu emudecido espectador madrilenho
enternecido, na viril multidão estupefacta,
petrificada
Partiste meu coração ao meio
e fizestes dele
castanholas escarlates
a produzir musicalidade vigorosa
causticante n’alma
chama cambiante,
rosa vermelha, pétalas de fogo
teu perfume embevece,
enfeitiças cravos imprestáveis,
touros indomáveis,
da arena milenar
nos confins da Andaluzia
davicartes@gmail.co
Salamandra irrequieta,
Vultos sensuais, volúpias
Costurados em vestido,
seda carmesim
Alma ferina, charme provocante,
Meneios e requebros dardejantes,
Ritmo vigoroso, frenesi estonteante
olhares fulminantes de desprezo, hipnose
enleios apaixonantes
chama cambiante,
sapateias na cálida ilusão de possuir-te,
sou teu emudecido espectador madrilenho
enternecido, na viril multidão estupefacta,
petrificada
Partiste meu coração ao meio
e fizestes dele
castanholas escarlates
a produzir musicalidade vigorosa
causticante n’alma
chama cambiante,
rosa vermelha, pétalas de fogo
teu perfume embevece,
enfeitiças cravos imprestáveis,
touros indomáveis,
da arena milenar
nos confins da Andaluzia
davicartes@gmail.co
Ela não me faz tanta falta assim, no entanto...
no entanto, muitas vezes me pego pensando
que os vaga-lumes salpicados em abundância
nos campos vazios , nas noites de verão
eles sim reclamariam um apagão
se observassem pelo menos por um instante
a luminosidade ímpar da esmeralda liquida
que enche as pupilas mimosas
dos seus olhos fagueiros
sou enfático em afirmar, ela não me faz tanta falta assim
no entanto, há momentos em que, absorto numa reflexão
imagino que o bicho-da-seda
interromperia sisudo, ranzinza, seu novo brocado
se sentisse num breve toque
a qualidade da seda maviosa que reveste a morenice suave
de seu corpo, gentilmente sinuoso
delicadamente coleante,
continuo insistindo, ela não me faz tanta falta assim
só que há dias, em que,
ao abrir o seu leque de inúmeros predicados, reconheço:
que o jovem colibri, no zênite de seu vôo,
ao talhar os campos azuis
cairia fulminado, lívido, esquálido
talvez ainda tépido,
se sorvesse nas flores d’alma
o prisma de sensações singulares que é refletido
em todo o meu ser
ao você compor, mais um daqueles sorrisos,
qual banho de quimera n'alma, doce e cativante
e que os bastos frocados de neve,
só cairiam na madrugada
para esconder-se ruborizados
na lousa negra e fria da noite,
ao observarem por um breve momento
as contas que enfileiram, como que um alvo colar de perolas
também doados generosamente,
por esse seu sorriso melífluo,
que me é vital
persisto em dizer,
ela não me faz tanta falta assim
no entanto, admito
que Saturno ficaria com inveja
descarregando com austeridade um: “ Os meus duram mais!! “
ao perceber estupefato, a perfeição e encanto
dos anéis de um brilho negro azeviche, nunca vistos
de seus cabelos, que me embaraçam de paixão
decididamente cheguei a conclusão:
ela não me faz tanta falta assim, entretanto
aqui ruminando um pensamento:
não discordaria que:
o Etna, no ápice de sua cólera, se calaria
o El Ninho,
com seus tentáculos gigantescos e irrequietos de medusa
no apogeu de sua ira, se deteria
que as asas vorazes da borrasca,
sulcantes no seio do pacífico se quebrariam
que as serpentes monstruosas e reluzentes,
dardejadas das entranhas da procela,
se converteriam em ingênuos coriscos,
Katrina, como ingênua menininha, em pânico
com medo do véio do saco,
sumiria
e que finalmente , as Cataratas do Iguaçu
promoveriam 2 minutos de silêncio
se todos juntos, sim todos!
Assistissem de camarote, na última sessão,
Boquiabertos, emudecidos, com suas pipocas intocáveis,
se todos presenciassem
as tempestades turbulentas, colossais e sem detença
que ocorrem, nos recônditos d’alma,
e no âmago do coração,
Por não ter mais você.
Razão de viver.
davicartes@gmail.com
que os vaga-lumes salpicados em abundância
nos campos vazios , nas noites de verão
eles sim reclamariam um apagão
se observassem pelo menos por um instante
a luminosidade ímpar da esmeralda liquida
que enche as pupilas mimosas
dos seus olhos fagueiros
sou enfático em afirmar, ela não me faz tanta falta assim
no entanto, há momentos em que, absorto numa reflexão
imagino que o bicho-da-seda
interromperia sisudo, ranzinza, seu novo brocado
se sentisse num breve toque
a qualidade da seda maviosa que reveste a morenice suave
de seu corpo, gentilmente sinuoso
delicadamente coleante,
continuo insistindo, ela não me faz tanta falta assim
só que há dias, em que,
ao abrir o seu leque de inúmeros predicados, reconheço:
que o jovem colibri, no zênite de seu vôo,
ao talhar os campos azuis
cairia fulminado, lívido, esquálido
talvez ainda tépido,
se sorvesse nas flores d’alma
o prisma de sensações singulares que é refletido
em todo o meu ser
ao você compor, mais um daqueles sorrisos,
qual banho de quimera n'alma, doce e cativante
e que os bastos frocados de neve,
só cairiam na madrugada
para esconder-se ruborizados
na lousa negra e fria da noite,
ao observarem por um breve momento
as contas que enfileiram, como que um alvo colar de perolas
também doados generosamente,
por esse seu sorriso melífluo,
que me é vital
persisto em dizer,
ela não me faz tanta falta assim
no entanto, admito
que Saturno ficaria com inveja
descarregando com austeridade um: “ Os meus duram mais!! “
ao perceber estupefato, a perfeição e encanto
dos anéis de um brilho negro azeviche, nunca vistos
de seus cabelos, que me embaraçam de paixão
decididamente cheguei a conclusão:
ela não me faz tanta falta assim, entretanto
aqui ruminando um pensamento:
não discordaria que:
o Etna, no ápice de sua cólera, se calaria
o El Ninho,
com seus tentáculos gigantescos e irrequietos de medusa
no apogeu de sua ira, se deteria
que as asas vorazes da borrasca,
sulcantes no seio do pacífico se quebrariam
que as serpentes monstruosas e reluzentes,
dardejadas das entranhas da procela,
se converteriam em ingênuos coriscos,
Katrina, como ingênua menininha, em pânico
com medo do véio do saco,
sumiria
e que finalmente , as Cataratas do Iguaçu
promoveriam 2 minutos de silêncio
se todos juntos, sim todos!
Assistissem de camarote, na última sessão,
Boquiabertos, emudecidos, com suas pipocas intocáveis,
se todos presenciassem
as tempestades turbulentas, colossais e sem detença
que ocorrem, nos recônditos d’alma,
e no âmago do coração,
Por não ter mais você.
Razão de viver.
davicartes@gmail.com
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
PROFECIA
Um pranto incessante sobre a dispensa vazia
Um alimento humilde, que outrora,
tão bem os alimentava, os revigorava, supria
Um beijo mui terno,
Na face canela, mui tenra, macia
É consolo que não mais sacia
Um aviso dado,
afetuoso, paternal
mesclado em temor e amor
porém antiquado, ultrapassado
mil beijos, miríades de abraços,
um ato,
feto que surge no ventre juvenil
aviso ignorado, seara de lágrimas
ele ticou mais uma,
sorriu irônico, partiu
um cônjuge humilde que apreciativo ouvia
uma união amalgamada, recanto de paz e alegria
uma família amável, porto seguro na Rocha,
refugio no turbulento dia
um guia divino, que tão bem os orientava,
os protegia, instruía
um profeta, uma profecia
um por quê sobre a vida
um por quê sobre a morte
uma resposta obtida,
em mais uma profecia cumprida!
davicartes@gmail.com
Um alimento humilde, que outrora,
tão bem os alimentava, os revigorava, supria
Um beijo mui terno,
Na face canela, mui tenra, macia
É consolo que não mais sacia
Um aviso dado,
afetuoso, paternal
mesclado em temor e amor
porém antiquado, ultrapassado
mil beijos, miríades de abraços,
um ato,
feto que surge no ventre juvenil
aviso ignorado, seara de lágrimas
ele ticou mais uma,
sorriu irônico, partiu
um cônjuge humilde que apreciativo ouvia
uma união amalgamada, recanto de paz e alegria
uma família amável, porto seguro na Rocha,
refugio no turbulento dia
um guia divino, que tão bem os orientava,
os protegia, instruía
um profeta, uma profecia
um por quê sobre a vida
um por quê sobre a morte
uma resposta obtida,
em mais uma profecia cumprida!
davicartes@gmail.com
domingo, 26 de agosto de 2007
Andarilho Errante
Sob maga suavidade,
Irradias, efluvios melifluos
de graça, beleza, charme
e tens consigo a magia de fascinar tudo
quanto a rodeia
contemplá-la é viver,
é o quanto basta para edenizar
uma vida
um carisma, um sorriso, uma flor
que não se sabe a razão,
diminui n’alma o peso,
renova-se a legria,
me faz sublevar, na suavidade
de toque entre cílios
me faz peregrino embevecido,
de seus sonhos multicolor
andarilho apaixonado, errante
de suas vielas irísadas.
davicartes@gmail.com
Irradias, efluvios melifluos
de graça, beleza, charme
e tens consigo a magia de fascinar tudo
quanto a rodeia
contemplá-la é viver,
é o quanto basta para edenizar
uma vida
um carisma, um sorriso, uma flor
que não se sabe a razão,
diminui n’alma o peso,
renova-se a legria,
me faz sublevar, na suavidade
de toque entre cílios
me faz peregrino embevecido,
de seus sonhos multicolor
andarilho apaixonado, errante
de suas vielas irísadas.
davicartes@gmail.com
Lua D'alma
Meditar em você ,
é deslizar em asas de anjos
por seus olhos negros, sedutores
seu jeito, meigo-adocicado de ser,
quais afagos de lua nua,
me prendem me envolvem
Me acorrentam sem querer
Ficar longe de você,
é algo dificíl de aceitar, compreender
pois ao sequestrar meu pensamento
não se consegue nehum resgate,
para que deste perpétuo cativeiro
eu possoa fugir, me soltar,
me desprender
E no espelho dos meus olhos,
e das janelas abertas do coração,
você insiste em fazer morada,
qual lua nua, lua d'alma
persiste em maviosamente,
renascer.
davicartes@gmail.com
Amor Amar, Sorrir Chorar
Que sentimento íncrivel é o amor
Sinta quanto sabor
Que usufruimos nesta arte de amar
Arte que não requer talento
Nem diploma, nem vocação
Ora requer sorrisos, ora lágrimas
Ora simplesmente, o coração
De repente ele aparece!
Sem licença, sem pois não?
Vem convicto, vem pra ficar
Pobre frágil coração
a gente vibra, se emociona, grita!!!
Mas também sente a chama da dor
Pois as regras ele dita:
Sinta quanto sabor
O amor liberta, escraviza
Não tem idade, não tem piedade
Desmorana-se na ilusão,
Tem raízes fundas na realidade
Que sentimento incrível é o amor
Que doma o agressivo, faz surpreender o passivo
Altera destinos, faz tudo acabar!!!
Que sentimento é este?
Que faz a gente voar, voar
sublevar, levitar
e muitas vezes,
se esquecer de voltar
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Menina Mulher, Menina Brasil ... Filhas de Jose de Alencar
Menina mulher, menina mimada, menina Brasil
Tu és sereia do seu majestoso mar
Tu só pode ser irmã de Iracema, de Isabel
Com pinceladas de uma Diva, pitadas de Aurélia
E com esses trejeitos expansivos de Berta, ( pobre Jão Fera)
Filhas de Jose de Alencar
Menina mulher, menina travessa
Por quê faz comigo o que bem quer?
Como não ser seu Peri,
minha doce e marota Ceci?
Um sorriso de diamantes de neve, me chama
Ascende n’alma uma chama
Será mais uma de suas armadilhas?
Não sei, mas ao dormir em seus braços,
Puro, cândido , conchegante travesseiro de jasmins
Não sou Alice,
Mas estou no País das Maravilhas
Em seu mundo Mágico de Oz,
Eu também quero um novo coração,
Mas tem que ser de aço,
Pois o meu ficou em pedaços
Depois de seus ternos abraços
Menina mulher, menina traquina
Talhe sinuoso, leve,
num rostinho rosicler
Tu és Flor graciosa, em haste delicada, Linda, formosa
És hortência, gardênia, acácia, camélia, Amélia, Luciola
Seu olhar de ternura, criva-lhe n’alma
Vertiginosos espinhos de bálsamo
Qual nívea Rosa, mimosa
Menina mulher, menina moleca
Tirou do cabelo , tiaras, flores e fitas
E se encheu de penduricalhos eletrônicos
Mp5, bluetoof, câmara digital, celular
Hai!! Pode???? Gente???
Menina Brasil, Menina mulher,
Sou o ícaro dos seus sonhos
Sou seu soldadinho de chumbo, graciosa bailarina
Sou seu gênio sem lâmpada, você tem mil pedidos
Peça o dia, a hora,
Peça quando quiser
Com esse olharzinho triste, sorumbático, taciturno
Sou capar de roubar pra você
Não só os anéis,
Mas as pulseiras, o colar, as maria-chiquinhas,
o piercing ( ranco-lhe da língua )
roubaria todas as jóias, bijouterias
e penduricalhos de Saturno
menina moleca, menina travessa
como seguras assim, firme na mão!
as rédeas do charme, do encanto
e da sedução
menina chorona, frágil, florzinha de estufa
jeitinho dengoso, jeitinho carente
sou seu pagem ciumento, o mais atencioso
minha encantadora Cecília,
belíssima princesinha fidalga
e mesmo em seus sonhos mais profundos
estou atento ao seu mais inaudível sussurro pueril
e me coloco prontamente em ação
solícito, prestativo, Peristimoso
quando você pousa em mim pouco a pouco
plácidamente, suas ternas pupilas
matizadas, esmaltadas e contornadas
no azul mais anil
menina moleca, menina travessa
este sorriso feiticeiro, teima em brincar comigo
nos seus lábios travessos,
e me deixa nas alturas, e me lanças ao chão
1, 2, 3 , é nocaute !!! Acabou!
Ela me põe aos avessos!
Menina mulher, menina Brasil,
Tu és sereia, do seu majestoso mar
Tu só pode ser irmã de Iracema,
Cecília, Berta, Aurélia, Maria Lucia...
Filhas do meu sogro querido,
Jose de Alencar.
A Solidão E O Egoísmo ( Frase )
Vocês viram?
A solidão poupou ao menos, aqueles egoístas
Já os egoístas,
Não poupam ninguém
A solidão poupou ao menos, aqueles egoístas
Já os egoístas,
Não poupam ninguém
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