quarta-feira, 31 de julho de 2013

as cores de lá








 











Intenções soltas e desejos desconexos








sábado, 20 de julho de 2013

Neste domingo, 21 - Prova do TRT de Santa Catarina







" O planejamento permite o controle "


      Adm. Pública



                                      :)








sábado, 13 de julho de 2013

Tirésias voltou a enxergar










Tirésias voltou a enxergar
mas vê apenas crianças
 e algumas flores
ele não se contem
os olhos rasos d’água mirando os pequenos
quão surpresos todos  ficaram


com dificuldade
 Tirésias ainda tateia entre adultos e objetos
mas  ilumina-se entre as crianças
reencontra –se entre elas
em luz de bem querer


surpreende-se com seus folguedos
de como são tão cheias de vontades
com seus impérios de origamis
e bolinhas de sabão
numa pureza e sob uma ternura
que sobrepuja   
qualquer  desilusão


Orador de um público irrequieto
Tirésias confessa a elas
que as flores 
também são pássaros diferentes
de asas em pétalas
quão espantadas ficam
mas vibram, comemoram


Na pujança tocante
 de um abraço pueril
Tirésias reconhece que de fato
todo pântano é navegável
a barquinhos de papel







DAVI CARTES ALVES 









terça-feira, 9 de julho de 2013

Assim









"Tem gente que tem alma clarinha,
 leveza de borboleta 
e cheirinho de brigadeiro,
 essas almas 
não conseguem ser afetadas 
pela feiura da maldade." 



 Renata Fagundes




quinta-feira, 27 de junho de 2013

terça-feira, 25 de junho de 2013

Junho








Junho

O silencio dos pássaros

a quietude das árvores

o murmúrio dos rios

d’alma


Junho

os horizontes infinitos

as vastas brancuras



Junho
das chuvas incessantes

em que os miseráveis

rangem os dentes

ou apenas gengivas

toldos não bastam

marquises em vão


novos dias,
velhos algozes


Junho


folhas úmidas na invernada

suplicam dóceis lareiras
longos desertos de cobre e amianto
marchetam os céus

Junho

não terá meu coração

o agasalho das tuas mãos tépidas

não usufruirá minh’alma

a luz que aquece

dos teus lindos olhos fagueiros



mais um junho

sem você



saudade





 DAVI CARTES ALVES






 












quarta-feira, 19 de junho de 2013

as janelas se abriam









as janelas se abriam sobre uma erva de sonho
confundidas entre os cursos da água
no calor dos tijolos selvagens
encharcavam no vinho
os espessos triunfos de poentes partidos
em breve a dor já não estará viva
e o último luar ceifará e sua emoção
e a dura amizade que uma mola em tensão
ligava à sua sombra
 – eu era apenas sua sombra -




 Tristan Tzara






Ícaro



Com que então pertenço aos céus?
Não fosse assim, por que é que os céus
Me olhariam assim com seu eterno olhar azul,
Me chamando, e à minha mente, mais alto,
Sempre mais alto, sempre mais acima,
Me chamando sempre para o máximo,
Para alturas que homem algum imagina?
Por que, estudado o equilíbrio
E o vôo planejado até a última minúcia,
Até não haver margem para o infortúnio,
Por que, até aí, deve a ânsia de subir
Ser associada à insânia?
Nada nesta terra vai me ver satisfeito;
Novidades do mundo, logo monótonas;
Algo me chama lá em cima, para cima,
Cada vez mais perto da faísca do sol.


 
 
 
 
 
trecho de Ícaro, por Yukio Mishima