quinta-feira, 21 de maio de 2009

O NOSSO AMOR UM DELÍRIO


Quis pra tua alma ser lírio
para seus olhos colírio
nos teus sentidos suspiro
fazer do esplendor o seu brilho
te estimar sob um círio
te perscrutar qual Porfírio
perdoar-te amiúde, prefiro
o nosso amor um delírio.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

UMA MULHER SUBLIME


Ela era como uma orquídea luminosa
sobresaindo-se entre as violetas descoradas
Ela era assim
Sempre uma frase doce e um breve sorriso
enchia as palavras ora de brisas aliciantes
ora de nervos pulsantes
ao ouvir sua voz maviosa
me perguntava:

Não será essa a voz dos querubins???

sábado, 16 de maio de 2009

ANJO



Experimentei a sublime sensação
de sua alma feita de flores em lava
sonhava ao abrir nas suas costas
os botões nacarados, um a um
quando duas grandes asas
de cândido & diáfano azul claro
brotaram suavemente
de sua pele melíflua
embebida em caldo de luar...

INVERNO


Lá fora o inverno
só restam algumas flores baldias
resistindo heróicamente ao algoz de gelo
jazem lânguidas, lívidas e esquecidas

O sopro da morte,
borrifado atravéz da brisa crestante
faz com que desfolhadas,
balbuciem o ultimo suspiro

Prematuros suicidas
incauto namorado
A flor do ipê dourado
fulminado
com a azaléia rosiclér

Assim partiram também
o teu sorriso e o meu desejo
melados de quentão
naquela noite de inverno
na feira do pinhão

debaixo deste céu de chumbo
deslizas altaneira
neste calçadão de gelo

teu charme em relevo
emaranhado em cachecóis
me enlevam, me arrebatam
despretensiosamente,
sem apelo

linda ninfa
ficas ainda mais bela
de sobretudo caramelo
os anéis de seus cabelos me anelam
ao roubarem beijos dos seus lábios de mel,
como travessos colibris.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

SER NUVEM












Ora engolfa-me
um desejo de ser nuvem
Sobre essa barbárie
Suavemente passar
Ir deslizando
Como bicho - preguiça no tronco
Como o cisne no lago
Como no vôo da bolinha de sabão
Sabe aquela flor, dente-de-leão?
Essa mesma,
ir passando indiferente, tão ausente
Sentir a suavidade nas asas da paz
E seu inconfundível sabor de mel
Ser nuvem
Ir deixando tudo
Relógios tão enfáticos
Buzinas, tiros, o frenesi dos encontrões
Logo ali um chafariz de sangue
Ir saindo, sempre com mui suavidade
Chocar-se com doçura
Na companheira à frente
Ser pra ela flor, colibri, coração
Ou um desajeitado elefante brincalhão
Depois do por do sol
Ser arrebol
Enamorar-se
da nuvenzinha rosicler
lá em cima, bem distante da “guerra”
ser mesmo o que bem quiser.

sábado, 2 de maio de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

SOBREVIDA


O tempo
que avançava inexoravelmente
para a ruína
enroscou-se no botão
da violeta carmim.

REVIVER EM TI


Admita pra mim
o que sentem meus olhos
e suplica minha alma

ao se depositar um beijo
neste seu lindo rostinho
se vive mesmo mais cem anos?

a minha vontade então
é viver eternamente...

domingo, 12 de abril de 2009

LITERATURA fragmentos d' ouro 9


“ Ler é desequilibrar-se, é fazer do desequilíbrio, uma espécie de dança...
A vida não é como ela é, mas simplesmente como nós a vivemos.”

Jose Castello – Escritor e Jornalista


“Eu sei que um poema é bom, pela extensão do silêncio de quem o lê”

Fabrício Carpinejar - Poeta


“ Se o tempo provoca o esquecimento, o poema seria a arte da memória, e cita Ossip Mandelstam, que acredita que os cantos de Dante, são dirigidos a contemporaneidade, pois “ são mísseis para capturar o futuro”

Lúcia Bettencourt – Rascunho


“ A morte é o silêncio privado do olhar ”

Luiz Horácio - Rascunho



“ ... ele escreveu A Estepe, um conto aromático, leve e tão russo em sua melancolia contemplativa. Um conto para si mesmo.”

“ A douradura gastar-se-á, e o couro de porco permanecerá.”

Máximo Gorki - Escritor Russo



“ A fábula é uma pintura, onde podemos encontrar o nosso próprio retrato”

La Fontaine - Escritor Francês



“... Porém o que é preciso notar é que a chamada sociedade da informação acabou gerando uma falsa onipotência, em relação aos domínios dos vastos territórios do saber. Se por um lado, passamos a conviver com um amplo espectro de novidades de toda ordem, que convocam todos os sentidos, no universo da espetacularização bem descrito por Guy Debord, por outro, é como se o excesso de luzes do grande show ofuscasse nossa capacidade de discernimento e de escolha. Daí porque Fuentes, acertadamente, evoca Baudrillard, ao acusar que essa “ explosão de informação” corresponde a uma inevitável “ implosão do significado”.

Maria Célia Martinari -

Em resenha para o Rascunho de: Geografia do Romance - Carlos Fuentes - Escritor Mexicano



“ Noventa por cento do que escrevo é invenção,
o resto é mentira”

“ Quando as rãs falam com as pedras, e as aves falam com as flores:
é de poesia que estão falando.”
Manoel de Barros



“ Aprendi com a primavera a me deixar cortar, e a voltar sempre inteira”


“ Sou entre flor e nuvem,
Por quê havemos de ser, unicamente humanos? ”

Cecília Meireles