sábado, 11 de junho de 2016

Novidades sobre Machado de Assis




Resultado de imagem para Machado de Assis






Um pequeno tesouro literário, guardado com esmero durante quatro gerações, veio a público em 15.10.2015.  Dezenas de documentos, fotos e 61 cartas do crítico e acadêmico José Veríssimo, recebidas do escritor Machado de Assis, foram entregues pela família de Veríssimo à Academia Brasileira de Letras (ABL).

 Textos manuscritos, datados do início do século passado, e até uma fotografia e 12 cartas inéditas do patrono da Academia ficaram guardados por décadas em um antigo gaveteiro de madeira, que veio passando de geração em geração e, por último, estava no apartamento da aposentada Helena Araújo Lima Veríssimo, viúva do jornalista Jorge Luiz Veríssimo, um dos netos de José Veríssimo.

 Apesar do valor histórico e sentimental do material, a família achou melhor entregar a guarda dos documentos à ABL, que tem condições ideais para preservar a coleção, em que se destaca uma foto inédita de Machado de Assis.

“O acervo do José Veríssimo estava com o marechal [Inácio José Veríssimo, filho do acadêmico], que era uma pessoa voltada para a literatura, apesar de ser militar. O marechal organizou o acervo, escreveu uma biografia de José Veríssimo e depois passou tudo para meu marido”, disse Helena.

Para o presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, trata-se de um acervo precioso e que pode incentivar outras famílias, detentoras de material histórico sobre os acadêmicos, a também doarem o acervo à Academia. “Isto pode despertar a atenção de outras pessoas que tenham documentos em casa e se disponham a trazer para a Academia, que é a guardiã desse tipo de acervo, que é muito difícil de ser guardado em casa, pois o tempo destrói e aqui temos a melhor técnica de conservação de documentos”, disse Cavalcanti.



 (Adaptado de: OLIVEIRA, Gomes. Cartas inéditas de Machado de Assis são doadas à Academia Brasileira de Letras. www.folharondoniense.com.br/cultura/cartas-ineditas-de-machado-de-assis-sao-doadas-a-academia-brasileira-de-letras)






arco-íris na delícia da chuva







Resultado de imagem para ARCO IRIS NA CHUVA







sim, você,
poeira das estrelas
sobra de mundos que não existem mais
cinza de fornalhas e hecatombes

vislumbre de todas as forças do universo
mistura de um turbilhão de substâncias
em plasma, líquido, sólido e gasoso
sim, você,

que num pequeno sonho de flores
plantou a primavera em seu coração
e encheu meu mundo de cores
com um rosário de fé e oração

era você o tempo inteirinho
e a Terra é mais antiga que o nosso suspiro
deixe-me apenas lhe sussurrar baixinho
cicios de ócio e cio no ar que respiro

eu, um anjo que caiu como uma luva
em teu coração cheio de dedos
você, arco-íris na delícia da chuva
gotas e sons que parecem brinquedos




antonio thadeu wojciechowski






sexta-feira, 27 de maio de 2016

Sem o teu amor











Sem o teu amor
a idade tornou-se
pesada
incolor

sem o teu amor
a vida tornou-se
 um marasmo
torpor

sem o teu amor
diluíram-se 
as asas dos sonhos
em dissabor

sem o teu amor
colibri
também perdeu
cor

o sal
o sabor
a fé o fervor
meus lábios
teu frescor

sem o teu amor
sem o teu desejo
em clamor
sem a tua luz
sem o teu ardor

sem o teu amor
revestiu-se de
dentes afiados,
a dor

sem o teu amor
meu sol perdeu

teu calor




Davi Cartes Alves









João Guimarães Rosa, em "Grande Sertão: Veredas".






"Calados. Me alembro, ah. Os sapos. Sapo tirava saco de
 sua voz, vozes de osga, idosas. Eu olhava para a beira do
 rego. A ramagem toda do agrião – o senhor conhece – às 
horas dá de si uma luz, nessas escuridões: folha a folha, um 
fosforém – agrião acende de si, feito eletricidade. E eu tinha 
medo. Medo em alma."

sábado, 26 de março de 2016

Da cantilena de um monjolo










Versos bordados em rendas
estrelas nuas em couro
beijam-se ás brisas, em fendas
gotejam lágrimas d’ouro

tuas lindas imagens
minhas sendas
derramadas
da cantilena de um monjolo

disseca num fino vaso
buquê de pálidos aforismos
noutro
minhas ninféias roxas
tem um choro balbuciante
no fel dissonante das horas

gravetos úmidos na invernada
suplicando dóceis lareiras
quando fende-se a ferida profunda
no encontro dos lagos quietos

meus belos sonhos diletos
não fossem díspares
os nossos
posto que o mel da tua alma
não quer secar dos meus ossos.



 


DAVI CARTES ALVES












domingo, 13 de março de 2016



É tanta dor que o peito não segura
E a vida se apequena
sem destino
mas vem o sol e o dia é novo hino
que a alma canta iluminada
E pura






Antonio Tadheu Wojciechowski