Ela confeccionou telas memoráveis
com o pincel da poesia
na sua palheta
diversas matizes da prosa e do verso
a critíca mordaz
despejava impropérios burocratas,
questionando a sua arte singular
no entanto,
não importa se ela era " má pintora "
pois ela sempre pintava
uma imagem necessária
para o nosso momento "
domingo, 25 de novembro de 2007
sábado, 17 de novembro de 2007
A TUA SENSIBILIDADE
A tua sensibilidade é sublime,
és doce fragrância n'alma
e tens a leveza,
de um feixe de tulipas frescas
és doce fragrância n'alma
e tens a leveza,
de um feixe de tulipas frescas
ROSA DESIDERATA
Issabelle, sempre flor
rosa palpitante,desiderata
As pétalas nos seus lábios
meu corpo perfumas,
minha alma hidrata
tu és flor melindrosa
em haste sublime,leve,formosa
este olhar enigmático,
embebido em terna mansuetude
criva-lhe n’alma
ensandecidos espinhos escarlates
qual nívea rosa dengosa
Issabelle,
por quê o mundo não para
para que eu possa juntar os fragmentos
de um cravo coração
quantos tu já fulminastes,
a cada novo botão?
Quantas vezes tenho que arrancar-te
a sangrar as raízes d’alma
em meus jardins de Fausto
mas tu surges desnuda, corola altaneira,
uma e muitas noites
num que de Mefistófeles, ardorosa,
sempre rosa
pétalas blindadas,de feitiços e magias,
quão suavemente matizadas,
nuvem rosicler, sinuosa
de enleios & enlaces, és brisas em flor
tão maviosa
Issabelle, tão bella, sempre flor
rosa palpitante, desiderata
As pétalas nos seus lábios
meu corpo perfumas, minha alma,
por suas miríades de encantos,
hidratas .
davicartes@gmail.com
rosa palpitante,desiderata
As pétalas nos seus lábios
meu corpo perfumas,
minha alma hidrata
tu és flor melindrosa
em haste sublime,leve,formosa
este olhar enigmático,
embebido em terna mansuetude
criva-lhe n’alma
ensandecidos espinhos escarlates
qual nívea rosa dengosa
Issabelle,
por quê o mundo não para
para que eu possa juntar os fragmentos
de um cravo coração
quantos tu já fulminastes,
a cada novo botão?
Quantas vezes tenho que arrancar-te
a sangrar as raízes d’alma
em meus jardins de Fausto
mas tu surges desnuda, corola altaneira,
uma e muitas noites
num que de Mefistófeles, ardorosa,
sempre rosa
pétalas blindadas,de feitiços e magias,
quão suavemente matizadas,
nuvem rosicler, sinuosa
de enleios & enlaces, és brisas em flor
tão maviosa
Issabelle, tão bella, sempre flor
rosa palpitante, desiderata
As pétalas nos seus lábios
meu corpo perfumas, minha alma,
por suas miríades de encantos,
hidratas .
davicartes@gmail.com
domingo, 11 de novembro de 2007
CORPETE
DE SUBITO!
CINGI-LA NOS BRAÇOS
TRAZÊ-LA DOCEMENTE
COLÁ-LA JUNTO A MIM, NESTE LINDO CORPETE
QUE A ENVOLVE, SEDUTORAMENTE
QUAL SINUOSO INVÓLUCRO DE CETIM
QUÃO FEMININO, LHE APRISIONA
PARA TORNAR-TE AINDA MAIS GRACIOSA
AMARRANDO-A COM LACINHOS E TERNURAS
TORNANDO-A LEVE NESTE CORPO DELGADO
QUAL MACIO BUQUÊ DE ROSAS,
ESSE SEU LINDO CORPETE
É PEÇA EMBEBIDA NO CANDINHO DO DESEJO
URDIDO POR MÃOS DE FADAS
E POR ALMAS DE DIANAS, BOVARYS, AURELIAS,
VALQUIRIAS, CAPITUS, CECÍLIAS E MEFISTOFELES
BORRIFADAS, INCENSADAS,
POR NINFAS E SEREIAS ENAMORADAS
POR TODAS ELAS, PATENTEADAS
À COLHÊ-LA ,
QUAIS AMARRAS DE ALFENIM
COMO A CERZIR E TOLHIR
DOCE FEIXE DE TULIPAS E PAINAS
RENTE A VULCÃO QUE JÁ BALBUCIA ATORMENTADO
EM CÁLIDO VASO, JAMAIS AMAINAS
NUM BEIJO SUAVE COM AS COSTAS DAS MÃOS
SENTIR PRESSUROSO, SEU CORAÇÃO DE ANDORINHA
ENGOLFADO EM ARRETMIA
SORVÊ-LA NESTE CÁLICE DE LIRIO,
VOU DO SUMO PRAZER, AO ÁPICE DO DESEJO,
PERCO-ME EM ENLEIOS, ME ENCONTRO NUM DELIRIO
SENTIR-TE ARFANTE,
LOBA IRREQUIETA,FELINA ROSNANTE,
E ME ENGOLFAR
EM TEUS CISNES TRÊMULOS,
CÁLIDAMENTE PALPITANTES
SENTIR O SEU MELIFLUO BAFEJAR CARMESIM
SENTIR-TE TODA, TODA LUA, TODA NUA
LUA CÁLIDA, LUA D’ALMA
LUA LINDA DE JASMIM
AO SOLTAR-LHES CONFUSO
SEM CARTAS DE ALFORRIA
FINOS FIOS NACARADOS,
QUE ME SUBMERGEM EM FOBIA
BUFALOS VELOZES, IMPONENTES
ARREMESSAM-SE
NUM COLO EM BRASAS,
E ME INEBRIAM, ASFIXIAS,
CONTROLES, LIMITES E PUDORES
PULVERIZAS,FULMINAS, ARRASAS
NESTE MAR SALMÃO
DE DOCES SEDAS,
VERTIGINOSAS VEREDAS
ME SALVO E AFOGO-ME
UMA E TANTAS VEZES
ESTE SUBLIME CORPETE
FEZ-TE MAVIOSA, DELICADA,
FEZ INSINUANTEMENTE PUERIL SUA ROBUSTEZ FEMININA
FEZ-TE COLEANTE TAÇA DE VOLUPIAS
A REPRESAR DELEITES
POIS PARA MINHA ESTONTEANTE MUSA
SÓ QUERO UNICAMENTE, EM SEU CORPO FAGUEIRO
QUAL SEARA DE NIRVANAS,
MIRÍADES E MIRÍADES
DESTES ENFEITES
davicartes@gmail.com
poesiasegirassois.blogspot.com
CINGI-LA NOS BRAÇOS
TRAZÊ-LA DOCEMENTE
COLÁ-LA JUNTO A MIM, NESTE LINDO CORPETE
QUE A ENVOLVE, SEDUTORAMENTE
QUAL SINUOSO INVÓLUCRO DE CETIM
QUÃO FEMININO, LHE APRISIONA
PARA TORNAR-TE AINDA MAIS GRACIOSA
AMARRANDO-A COM LACINHOS E TERNURAS
TORNANDO-A LEVE NESTE CORPO DELGADO
QUAL MACIO BUQUÊ DE ROSAS,
ESSE SEU LINDO CORPETE
É PEÇA EMBEBIDA NO CANDINHO DO DESEJO
URDIDO POR MÃOS DE FADAS
E POR ALMAS DE DIANAS, BOVARYS, AURELIAS,
VALQUIRIAS, CAPITUS, CECÍLIAS E MEFISTOFELES
BORRIFADAS, INCENSADAS,
POR NINFAS E SEREIAS ENAMORADAS
POR TODAS ELAS, PATENTEADAS
À COLHÊ-LA ,
QUAIS AMARRAS DE ALFENIM
COMO A CERZIR E TOLHIR
DOCE FEIXE DE TULIPAS E PAINAS
RENTE A VULCÃO QUE JÁ BALBUCIA ATORMENTADO
EM CÁLIDO VASO, JAMAIS AMAINAS
NUM BEIJO SUAVE COM AS COSTAS DAS MÃOS
SENTIR PRESSUROSO, SEU CORAÇÃO DE ANDORINHA
ENGOLFADO EM ARRETMIA
SORVÊ-LA NESTE CÁLICE DE LIRIO,
VOU DO SUMO PRAZER, AO ÁPICE DO DESEJO,
PERCO-ME EM ENLEIOS, ME ENCONTRO NUM DELIRIO
SENTIR-TE ARFANTE,
LOBA IRREQUIETA,FELINA ROSNANTE,
E ME ENGOLFAR
EM TEUS CISNES TRÊMULOS,
CÁLIDAMENTE PALPITANTES
SENTIR O SEU MELIFLUO BAFEJAR CARMESIM
SENTIR-TE TODA, TODA LUA, TODA NUA
LUA CÁLIDA, LUA D’ALMA
LUA LINDA DE JASMIM
AO SOLTAR-LHES CONFUSO
SEM CARTAS DE ALFORRIA
FINOS FIOS NACARADOS,
QUE ME SUBMERGEM EM FOBIA
BUFALOS VELOZES, IMPONENTES
ARREMESSAM-SE
NUM COLO EM BRASAS,
E ME INEBRIAM, ASFIXIAS,
CONTROLES, LIMITES E PUDORES
PULVERIZAS,FULMINAS, ARRASAS
NESTE MAR SALMÃO
DE DOCES SEDAS,
VERTIGINOSAS VEREDAS
ME SALVO E AFOGO-ME
UMA E TANTAS VEZES
ESTE SUBLIME CORPETE
FEZ-TE MAVIOSA, DELICADA,
FEZ INSINUANTEMENTE PUERIL SUA ROBUSTEZ FEMININA
FEZ-TE COLEANTE TAÇA DE VOLUPIAS
A REPRESAR DELEITES
POIS PARA MINHA ESTONTEANTE MUSA
SÓ QUERO UNICAMENTE, EM SEU CORPO FAGUEIRO
QUAL SEARA DE NIRVANAS,
MIRÍADES E MIRÍADES
DESTES ENFEITES
davicartes@gmail.com
poesiasegirassois.blogspot.com
domingo, 28 de outubro de 2007
SOLIDÃO
Não haverá um lenço de compaixão,
pra enxugar a lágrima daquele espinho,
tão engolfado em solidão?
pra enxugar a lágrima daquele espinho,
tão engolfado em solidão?
O DESABAFO DO ESPINHO
Quem enxugará a lágrima
daquele espinho?
Não há sequer um lenço de compaixão?
de onde irradias para os mundos e submundos
toda espécie de solidão?
" Não consigo mais me conter ",
Desabafa o enjeitado
Estou sempre a protegê-las
mas levam-nas, tão belas,
minhas champagnes,
as vermelhas, brancas, rosas
e amarelas
furtam-lhes, lindas beldades
belas fadas, anciãs melifluas
sorridentes ninfas
e saltitantes cinderelas
sorumbático quando as levam
é excruciante a dor do espinho
de similar magnitude
daquele rejeitado e agonizante
filhote de passarinho
Ambos clamam suplicantes
Na esquálida esperança
que o bom samaritano
mude ao menos hoje, a rota abençoada
de seu cândido caminho
mais uma lágrima tremulante
desce-lhe devagarinho
ao sentir neste mundo hostil
o amor escasseando
estupefacto jorra em prantos
quão desprezado espinho
não tens um lenço repassado
em enternecida compaixão
pra enxugar a lágrima daquele espinho
que lateja num coração?
Onde muitos a compartilham,
Qual essência, símile, síntese
da multifacetada solidão?
davicartes@gmail.com
daquele espinho?
Não há sequer um lenço de compaixão?
de onde irradias para os mundos e submundos
toda espécie de solidão?
" Não consigo mais me conter ",
Desabafa o enjeitado
Estou sempre a protegê-las
mas levam-nas, tão belas,
minhas champagnes,
as vermelhas, brancas, rosas
e amarelas
furtam-lhes, lindas beldades
belas fadas, anciãs melifluas
sorridentes ninfas
e saltitantes cinderelas
sorumbático quando as levam
é excruciante a dor do espinho
de similar magnitude
daquele rejeitado e agonizante
filhote de passarinho
Ambos clamam suplicantes
Na esquálida esperança
que o bom samaritano
mude ao menos hoje, a rota abençoada
de seu cândido caminho
mais uma lágrima tremulante
desce-lhe devagarinho
ao sentir neste mundo hostil
o amor escasseando
estupefacto jorra em prantos
quão desprezado espinho
não tens um lenço repassado
em enternecida compaixão
pra enxugar a lágrima daquele espinho
que lateja num coração?
Onde muitos a compartilham,
Qual essência, símile, síntese
da multifacetada solidão?
davicartes@gmail.com
COMPOR POESIA
COMPOR POESIA,
É FAZER DOS SENTIMENTOS
BELAS PAISAGENS
MATIZAR EM CÔRES,
AMORES E DISSABORES,
E TRAZER A SUPERFICIE
SUBLIMES IMAGENS
EXTRAIDAS
DOS ARCANOS D'ALMA
É FAZER DOS SENTIMENTOS
BELAS PAISAGENS
MATIZAR EM CÔRES,
AMORES E DISSABORES,
E TRAZER A SUPERFICIE
SUBLIMES IMAGENS
EXTRAIDAS
DOS ARCANOS D'ALMA
domingo, 21 de outubro de 2007
DESILUSÃO
Enjeitada e desiludida
com seu grande amor,
o besouro Zenão
a baratinha, cabisbaixa, taciturna
tomou uma surpreendente decisão
vestiu um colete a prova de balas,
colocou uma venda nos olhos,
e resoluta, tomou firme decisão,
atravessar o galinheiro
moral da história:
insistirmos num amor
não correspondido
é prepararmos o coração
para empreender
uma travessia similar
davicartes@gmail.com
com seu grande amor,
o besouro Zenão
a baratinha, cabisbaixa, taciturna
tomou uma surpreendente decisão
vestiu um colete a prova de balas,
colocou uma venda nos olhos,
e resoluta, tomou firme decisão,
atravessar o galinheiro
moral da história:
insistirmos num amor
não correspondido
é prepararmos o coração
para empreender
uma travessia similar
davicartes@gmail.com
sábado, 20 de outubro de 2007
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
O VALE DAS CAMPÂNULAS
Ao contemplar enlevado
essa viçosa multidão de campânulas
escarlates e bailantes sob a
musica fagueira de brisas melifluas
ao vê-las, embevecido
transmontarem graciosas,
Esses degraus relvosos,
entre vales e colinas,
como se estendessem
um lindo tapete carmesim
as hostes do Criador
ao avistar enternecido
um último e único botão, valente mas pueril
ganhar mais um beijo tépido do sol
sorriu-me uma ventura
acariciou-me uma esperança
de conquistar-te
uma e muitas vezes
neste ápice de primavera.
Asas da quimera?
Quem sabe não,
me consola esse generoso e perfumado
buquê de campânulas ,
que já o imagino sublime e radiante
em sua escrivaninha.
davicartes@gmail.com
essa viçosa multidão de campânulas
escarlates e bailantes sob a
musica fagueira de brisas melifluas
ao vê-las, embevecido
transmontarem graciosas,
Esses degraus relvosos,
entre vales e colinas,
como se estendessem
um lindo tapete carmesim
as hostes do Criador
ao avistar enternecido
um último e único botão, valente mas pueril
ganhar mais um beijo tépido do sol
sorriu-me uma ventura
acariciou-me uma esperança
de conquistar-te
uma e muitas vezes
neste ápice de primavera.
Asas da quimera?
Quem sabe não,
me consola esse generoso e perfumado
buquê de campânulas ,
que já o imagino sublime e radiante
em sua escrivaninha.
davicartes@gmail.com
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