sábado, 25 de março de 2017

Uma mensagem a todos os visitantes do blog







sexta-feira, 24 de março de 2017

Amor para quem me quer bem













quarta para cima ou para baixo
não sei rezar um terço
nem bem me acho
e parece que já me perco

um pouco mais de luz
e estava aceso
aquela esperança onde pus?
à ilusão estive preso?

não sou mais eu
sobras de mim são peso
cada detalhe seu
é um momento que revejo

mais um poema em vão
busca a delícia de um beijo
vai! sossega, coração!
não há mensagem no realejo

a música vale quanto toca:
sentimento, emoção e desejo
gosto, tato, cheiro, só o que foca
amor em tudo que ouço e vejo!




antonio thadeu wojciechowski












domingo, 19 de março de 2017

buquê de estrelas










Imperou o caos
Entre os lirios
Clamando Isabela

Os mares jorrando na noite
Buques de estrelas
Pra ela

Aqueles olhos azuis em suplicio
Como dois oceanos
`` nada pacificos ´´




DAVI CARTES ALVES








Baliza












 Cravar a estrela no chão 
e dizer à noite: agora, 
afaste-se a escuridão,
 que eu vou chegando com a aurora

E fazer brotar da terra
 − da terra que tudo faz − 
não a treva e o ódio da guerra,
 mas a luz e o amor da paz

Que eu vim traçar nos caminhos
 (em vez de dor e agonia) 
a rota livre dos homens
 com as tintas claras do dia.




 Santo Souza





 (Adaptado de: SOUZA, Santo. Disponível em: www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/sergipe/santos_souza.html. 
Acessado em: 05.09.2015) 









Ô de casa!




Acredito que acabei me adaptando a esse mundo moderno. Esse mundo de Facebook, Instagram, WhatsApp. Sinto saudade de quê? De um álbum de retratos com as folhas separadas por papel celofane, de um envelope verde e amarelo debaixo da porta? Talvez. Mas saudade de rebobinar uma fita K-7? Nenhuma. Custei a me adaptar a algumas coisas: escrever direto no computador, bater fotos sem filme, ter uma agenda eletrônica. Mas hoje acho tudo isso o máximo, ao ponto de não ter a mínima saudade da minha máquina de escrever Remington, dos filmes Ektachrome ou da minha agenda Pombo com capa de couro. Hoje cedo eu me lembrei da minha mãe à beira do fogão separando os marinheiros do arroz e tirando as pedras do feijão. Quando a campainha tocava, ela sempre exclamava: − Quem será? O mundo era assim. As pessoas iam à casa das outras sem avisar, sem hora nem dia marcado. Chegavam de repente, sem mais nem menos. Por mais amigo que seja, quem hoje bate na porta do outro sem avisar? Há três semanas que estou combinando um almoço com um grande amigo. Quando eu posso, ele não pode. Quando ele pode, sou eu que não posso. Já trocamos uns cinco e-mails e uns dez recados pelo celular. E o almoço ainda não aconteceu. Estou pensando seriamente em sair daqui uma hora dessas, chegar à casa dele e tocar a campainha. Se não tiver campainha, vou bater palmas e gritar: − Ô de casa! 


(Adaptado de: VILLAS, Alberto. Disponível em: www.cartacapital.com.br/cultura/o-de-casa-8837.html. Acessado em: 05.09.2015)










sábado, 18 de março de 2017



Se você quer se planejar para um ano, plante milho.

Se quer se planejar para 10 anos, plante uma árvore.

Se quer se planejar para 100 anos, eduque a população.


Provérbio Chinês










terça-feira, 7 de março de 2017

O canto da sereia











Indiferente ao rochedo frio, há horas recolheu-se na Pedra do Albatroz. Sentou-se naquela posição que lhe era peculiar, abraçando os joelhos, a cabeça baixa, taciturna. 

Não observa bem acima, os rabiscos que as gaivotas fazem em um céu de amianto. Não quer encarar o farol, quieto e soturno, como um gigante leve, irmão dos pássaros e das vagas, cativando os silêncios d’alma.

Não quer reparar no vento penteando com força as crespas folhas de pequenas moitas valentes. Mais abaixo, as ondas oferecem, lânguidamente, níveas colchas de alfenim aos pés do rochedo ríspido e imberbe.

De repente, abre olhos e os sentidos já estão envolvidos em um canto sedutor. Ergue a pesada cabeça, levanta-se atônito enfrentando camadas e camadas de carícias da cantilena que vem do mar e o alicia perturbadoramente.

Ensaia os primeiros passos descendo rumo ao imenso colchão de espuma, os olhos já enamorados, a alma derramando-se no balé das vagas, absorta em um brechó de intensas sensações e prazeres inefáveis.

A vista cambiante perde-se no elo sempiterno entre mar e firmamento. É doce e feiticeiro o realejo à maresia.

Súbito, anjos irrompem a abóbada de amianto.

Entre atentos e pressurosos, acompanham o canto em segunda voz em meio a inúmeras sereias em fuga mar adentro.


sente como se lhe imprimissem n’alma uma primeira demão dos sentidos que retornam.

Olhos cansados. Cílios beijam-se suavemente. Enxuga as lágrimas e, faminto, recolhe os apetrechos.

Tempo de retornar à casa. 








DAVI CARTES ALVES













domingo, 5 de março de 2017

Sobre uma folha azul-anil da cor do dia ...














Amor pra toda vida






Sobre uma folha azul-anil da cor do dia,
escrevi em versos o que o meu amor pedia.
Eu tinha as mãos tremendo, em surto o coração,
e a pena assim seguia, cega de emoção.


Ali vi despertar o sonho que eu queria,
ser só poeta e mais nada além do que escrevia.
Ser do amor fim, começo e meio, oração,
torrentes de afeição em chuvas de verão.


Ó poesia! Se amar é ter a quem se escolhe,
benditos sejam eu e tu, minha escolhida!
Duas almas que um único verso recolhe
por ser louca paixão e amor pra toda vida!






antonio thadeu wojciechowski




















Fênix






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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Nuvem dourada de poesia














Luz poetica de um sonho divino
nuvem dourada de poesia
a bela do crepúsculo


Deus no silêncio do lírio
Pés cansados,  detentos
Mar curando a tristeza