domingo, 21 de maio de 2017

Musa




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O sol também desejou
 o dourado da sua cor ,
 a lua, 
sentir mais de perto 
a beleza deste teu sorriso,
você
musa inspiradora do meu paraíso


amar-te é sublime
é sentir a alma agasalhar-se
entre os casulos
da brisa primaveril.

tua alma traz a musica do mar,
marulhar no teu doce realejo
no frescor dos teu abraços,
balbucio, deliro,
versejo

passar por esse mundo
e não ter o privilégio
de contemplar sua graciosidade
beleza , encanto e fascínio

é o mesmo que
usufruir um dia inteiro
de céu matizado em límpido azul
mas sem o sol, radiante e vital
que assim como você,
quando surge, acende n’alma
um sorriso de vida e luz

graça, beleza, charme
e tens consigo a magia de fascinar tudo
quanto a rodeia
contemplá-la é viver,
é o quanto basta para edenizar
uma vida

um carisma, um sorriso, uma flor
que não se sabe a razão,
diminui n’alma o peso,
renova-se a alegria,
me faz sublevar, na suavidade
de toque entre cílios

me faz peregrino embevecido,
de seus sonhos multicolor
andarilho apaixonado, errante
de suas vielas irisadas



O que continuará a existir sem você?
Pois quando o amor, generoso
derrama-se dos seus lábios sobre nós,
ele produz n’alma, o sublime frescor
de um novo
e orvalhado amanhecer

De onde vem essa força enigmática
Que arrebata, asfixia, fascina ?
Será dos fundos das covinhas de nácar
esculpida neste rostinho feiticeiro
por um sorriso de diamantes de neve?

Sorriso?
Ou um diamante que brilha?
O céu que se anila?
Faz lembrar
a primeira estrela que cintila
n’alma

Com saudades, lembrei-me
dos teus afagos
doces canções de ninar
e quase sem perceber, peguei no...
choro

Será que há mais mel
no bojo da acácia
quanto na terna mansuetude
de seus belos olhos???

Será que há mais
delicadeza & sensualidade
nas curvas da tulipa escarlate
quanto na leveza sinuosa
de seu lindo talhe
coleante de encantos?

Que tal este presente amor meu:
A lua me sugeriu
um vestido de néon
o céu, uma tiara de estrelas
o mar, um multicolorido top
de conchas e corais

Afinal quem é você?
Que com suas palavras
me faz correr com a alma de joelhos
em busca dos teus mistérios
como os guinus no Kalahari
fogem das intempéries
em busca de refúgio

em meio aos teus lábios e encantos
me sinto flutuar em espiral
na cadência de milhares de arraias
dentro de um balé divinal

linda ninfa
ficas ainda mais bela
de sobretudo caramelo
os anéis de seus cabelos me anelam
ao roubarem beijos dos seus lábios de mel
como travessos colibris.

meus cílios
quando tocam com os seus
eis beijo vertiginoso, mavioso
do amor o apogeu,
sina de Orfeu?

Em seus lábios onde o amor viceja
coração ferido de morte, verseja
lábios de mar sedento, esses seus
saciando a sede dos meus


nosso céu marchetado
por revoadas, albatrozes?
Andorinhas rasantes,
pelicanos amantes
na lembrança perene
cenários paradisíacos de amor
pintados em casquinhas de nozes

nos teus braços
renascer em uma fonte
de generosa doçura
cárcere paradisíaco
quais flamingos alados
em ternura

E quando rompem
teus exércitos sublimes?
derramando dos teus olhos
nevados em mel
o amor em corcéis de volúpias

velozes, vorazes,
sagazes, atrozes
recamando de brasas famintas,
meu céu

sobrepujam-me
teus exércitos de novo
alvejando-me
com teu Sol de delicias
com tépidos feitiços
e felinas caricias

pousando tuas sedas
meneios, perfumes,
eu sorvo a vertigem
nas tuas maviosas veredas



caem sobre mim teus exércitos de novo
receber teus abraços confeitos
na louçania de buganvílias perfumadas
enternecidas, lagrimadas
pelas renovadas manhãs


enlear-se na ternura
das tuas mil vozes macias
o verbo amar sussurras
dos teus poros, balbucias


Ah! Sua presença!
Quão maviosa!
Chegar assim
nesta doce intimidade solar
trazendo nas suas asas de amor
a fagueira calmaria do mar

como derramas n’alma
sob densas matizes
sua generosa cesta de cores.
És tão leve, tão luz, quão linda!
a pousar e repousar teus afetos
sobre os meus mais tênues sensores

faz-se toque entre cílios
feixe de gérberas
caldo de luar
reinventa num sopro melífluo
novas nuances para o verbo amar

faz-se beijo de brisa
cantinela de riachos
langoroso esvair-se da onda na areia
num que de ofertar

faz dos teus mansos fulgores
em minhalma,
um perene palpitar.

Afinal quem é você?
que com os teus deleites
faz até mesmo
anjos e diamantes luminosos
anoitecerem?

Em meio aos teus lábios & versos
me sinto flutuar em espiral
na cadência de milhares de arraias
dentro de um balé vertiginoso,
divinal

Em você
como nas mais raras e belas flores
só devem pousar borboletas
com multicoloridas asas de seda
e delicadas anteninhas de ouro

chego como pedra fria
mas no leito dos teus braços e abraços
acordo dunas
areia clara, macia

São as luzes das rosas
que iluminam tua alma?
Tormentas raivosas recuam
ao teu pedido de calma

Tu me fez ver na queda
suave passo de dança
fez da tola ambição
e da nociva prepotência
 pura ternura de criança

Versos bordados em rendas
estrelas nuas em couro
beijam-se ás brisas, em fendas
gotejam lágrimas d’ouro

tuas lindas imagens
minhas sendas
derramadas
da cantilena de um monjolo

disseca num fino vaso
buquê de pálidos aforismos
noutro
minhas ninféias roxas
tem um choro balbuciante
no fel dissonante das horas

gravetos úmidos na invernada
suplicando dóceis lareiras
quando fende-se a ferida profunda
no encontro dos lagos quietos

meus belos sonhos diletos
não fossem díspares
os nossos
posto que o mel da tua alma
não quer secar dos meus ossos.

porque talvez  o amor
 seja feito mesmo
dessa luz que flui dos teus olhos
e brilha soberana
sobre todas as formas
 de escuridão





DAVI CARTES ALVES










sábado, 6 de maio de 2017

o azul que ardia em fúria











Ontem,
num céu de roubado anil
através de alado mosaico
eu senti que a noite caiu
em forma de arabesco bordado

com curvas, tramas, traços
revelando imenso desejo
de minh'alma que agoniza
por mais um enlace com a tua


era espelho bipartido
de avesso colorido
como num cordel a figurar

mágico relevo da tez
amuleto que protege rei
universo teu
misturado ao meu nácar

lira que assobia em luxúria
o azul que ardia em fúria
em romaria à pele flambar

calor que arrefece e incendeia
fogueira d'água – lua cheia
o doce que tinha a poesia
na boca tua que ardia

estrela pulsando a noroeste
jagunço com magnólia na veste
em sua lapela a transpassar

teu grito contido, resvala
eu posso escutar tua fala
na caixa de um silêncio inconteste




 do blog:

sobomarazuldeadria.blogspot.com








segunda-feira, 1 de maio de 2017

Gusano arrogante




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Gusano arrogante
a ojeriza que o abraço da paz 
te proporciona
derreterás os céus da tua vitória
 para sempre

Gusano arrogante
da terra que alimentarás
brotará outra rosa negra
cujas pétalas vociferam o perdão
que só a ruína
consegue soletrar

Gusano arrogante
o teu crânio já envernizado
reluzirá qual troféu
sob a candeia dos justos

Gusano arrogante
os pássaros voltaram 
as nuvens suspiram sobre o azul
há canção no riacho
teu beijo tirano
veneno do ódio
cessou





DAVI CARTES ALVES









domingo, 30 de abril de 2017


`` Era uma  interpretação
Com tanta intensidade e com tanta alma
que fazia uma estátua de pedra
 ir as lagrimas ``




Populus - Belchior








Populus, meu cão...
o escravo, indiferente, que trabalha
e, por presente, tem migalhas sobre o chão
Populus, meu cão

Primeiro, foi seu pai,
segundo, seu irmão;
terceiro, agora, é ele... agora é ele,
de geração, em geração, em geração

No congresso do medo internacional
ouvi o segredo do enredo final
sobre Populus, meu cão:
documento oficial, em
testamento especial,
sobre a morte, sem razão
de Populus, meu cão

Populus, Populus, Populus, meu chão
Delírios sanguíneos
espumas nos teus lábios...
tudo em vão

Tenho medo de Populus, meu cão,
roto no esgoto do porão
seu olhar de quase gente,
as fileiras dos seus dentes...
trago o rosto marcado
e eles me conhecerão, me conhecerão

Populus, Populus, Populus, meu cão





Belchior






sexta-feira, 28 de abril de 2017

Felicidade é











domingo ensolarado
cheirar café torrado
ser seu eterno namorado

de porções de amor
encher a pança
pela musa enjeitada
ser tirado para uma dança

Felicidade é:

Ouvir o dia inteiro
gargalhada de criança





DAVI CARTES ALVES












domingo, 16 de abril de 2017

She







Que jóias a trouxeram do mar profundo?
As flores nas estrelas
o mel do mundo?
pedaços de cereja teu lábios lindos
a cantar o amor, somente o amor
em meus submundos





sábado, 15 de abril de 2017

Matsuo Bashô






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Aquele que segundo Leminski, 
conseguia distinguir uma lágrima
 no olho do peixe







O encanto do Mandacaru pela Nuvem









Aconteceu de novo
daquele mandacaru apaixonar-se pela nuvem
enamorou-se ainda mais no fim do dia
quando ela ganhou tons e forma
de uma rosa

depois

ela foi mudando lentamente
dissolvendo-se 
em coração a desmanchar-se

o tempo mudou bruscamente
e ele resistiu resignado a tempestade


de lâminas






DAVI CARTES ALVES