sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

desfaz o vento ...









Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou



Os versos seus Tão meus que peço Nos versos meus Tão seus que espero...




 Skank












A primeira estrela que cintila














Linda, a  tua beleza
purifica a alma 
e a faz sublevar, flutuar
 na doçura deste teu sorriso

Aliás, a luz do teu sorriso
é  assunto preferido
entre o brilho das estrelas

Sorriso?
Ou um diamante que brilha?
O céu que se anila

faz lembrar,
a  primeira estrela que cintila
n´alma



Saúde & Sucesso






Saudade






DAVI CARTES ALVES














terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O poeta e sua pena












Sou um poeta!
 Escravo do que escrevo,
réu do que silencio; senhor, apenas,
de míseras quimeras, às quais devo
a minha vida, 
obra
 e as duras penas

Não que não me divirta

 com o esmero dos mestres 
que me antecederam
 penas que deram a minha alma e ao meu selo
as formas, fôrmas, fórmulas, apenas

a eles consagro esse augusto farol
que me guia, orienta e me põe a salvo,
não das tormentas,

 mas da calmaria,

para que meu pobre coração

 vol-te das trevas e – sol – tome de assalto
a vida que eu pedi a Deus um dia!







antonio thadeu wojciechowski












Tocaia de cupidos







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Mais do amor é essa força
Sob a bateia de lírios
uma tocaia de cupidos

Eles suplicam:
Cuidadooo!!!!
Na gadeia da serpente
Tem shampoo
Com repelente

Os beijos no seridó
tem um suor adocicado
bora lá
na fuga das caninanas

Sob o céu da Capadócia
um bar com samba , jazz e boça
até as tempestades trovam
blues e soul
 para alegria nossa

a melodia vai diminuindo
 num   que de brisa
que sensibiliza e ilumina
e pulsa o amor
soprando rima





DAVI CARTES ALVES












sábado, 10 de dezembro de 2016

Oscar Niemayer











Meu velho, você já estava bem provido de eternidade,
esse seu corpinho serviu bem.
104 anos não são pra qualquer um.
Suas pétalas de bem-me-quer
floriram o mundo 
refizeram os cálculos
argamassaram nuvens
delinearam sonhos e utopias.
Se fiquei triste?


Minhas lágrimas que o digam.
Mas não foi uma tristeza emburrecida
foi saudade instantânea
como se a vida perdesse sua aura
e o ouro da aurora seu valor.
Eu sei, um dia, ao tempo você teria que ceder 
nisso não há segredo
mas por que tão cedo?




.
antonio thadeu wojciechowski











A lágrima










A lágrima
deslizava suave
em sua sagrada procissão
acarinhando a dor


de repente
perdeu-se num sorriso
e parou no dente do siso




DAVI CARTES ALVES



sábado, 3 de dezembro de 2016

Rosas douradas







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Emergiam dos nossos sonhos
rosas douradas
perfumadas 
com o nosso amor

sublime amor
engolfado no balé
de suaves carrocéis
e arraias de seda

pois o amor sempre foi
nosso banho de mar primeiro
enquanto você comandava
e direcionava
nossas carruagens de neon


depois
quando você se foi dos meus olhos
afastando-se dos espelhos d'alma
só queria tanto
ter lhe dado
um último abraço, 
longo, 
terno & afetuoso abraço


e ali
naqueles segundos eldorados
tentar bisbilhotar
no teu coração
algo do meu

tão seu



Saudade







  DAVI CARTES ALVES










quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Bailarina











Alva flor do mais puro encanto
leveza, poesia, acalanto
fascínio, graciosidade
e pra tanto
ritual de reverente espanto

 maviosa bailarina
és brisa a produzir com ternura
mosaicos e enredos pro amor
és mel no meu dissabor

esvoaçante
quão linda menina
bela imagem
confeita em rima

 musa flutuante 
nuvem em devaneios
na graça
e no deslumbramento em volteios
sissones, piruetas, meneios
no tablado
de um coração prisioneiro

aplausos, assovios, mil vozes
sob suave voo
quão bela
nívea borboleta
de sapatilha amarela
tão brilhante
no balé quebra-nozes

és sopro nas cores do amor
és mel no meu dissabor
esvoaçante quão linda menina
és suave bailarina
bela imagem
confeita em rima


amar-te
é mesmo minha sina? 








DAVI CARTES ALVES














domingo, 27 de novembro de 2016

saudade











Na nossa flor
um que de dor
entardecer
 sem a sombra suave do teu calor


Orvalhos ou lágrimas?
acalentando pétalas
coração debruçado
no encanto do abismo

 da saudade





domingo, 20 de novembro de 2016

A timidez de Maria Clara








Maria Clara?
Já lhe perguntei três vezes
anjo de mel
e você balbucia tão baixinho
esses inaudíveis monossílabos

e por quê por as mãos
nesses lindos lábios nacarados ao sorrir
escondendo um paraíso
de diamantes de neve?

Olhe nos meus olhos Clarinha
saia de dentro de si mesma
tão introspectiva
nesse olhar distante, fugidio

Ora absorta a afagar
devaneios quiméricos de amor
ora extraindo a prova real
de mais um dissabor

 Clarinha,
fala comigo vai?
Quero tanto ouvir sua voz maviosa
que transpassa a alma
como uma colcha sedosa

Voz tão escassa como o cometa Haley
porém quando surge assim, musical
parece adoçada
com três colherinhas de açúcar
e nada de sal

mas que quando finda, aquieta os pássaros
silencia a corrente suave dos riachos
submergi minha alma 
na acidez do Kalahari sem suricatos
a envolvê-la num silêncio tão down

Oh Clara, solta só uma vez
essas lindas madeixas
por quê represar teus encantos
por puritanas presilhas?

Quem sabe elas também não abrem
suas algemas d’alma
mostrando-me um pouco mais
a graça o encanto e a faceirice
da tua Alencarina Cecília

Clarinha
clareias com tua doce timidez
minha alma taciturna, triste, saudosa
erma dos teus comezinhos afetos

onde sonho com passeios efusivos
entre brisas e prados
a passear nos belos jardins
dos teus lindos vestidos floridos
entre mares & mares de abetos






DAVI CARTES ALVES







segunda-feira, 14 de novembro de 2016

colibri






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Se fecham as buganvílias
quando vêm as tempestades

muitos sabem 
para onde correm os guinus
com as intempéries do Kalahari

mas para que céus
se espalham
essa nuvem de colibris
a cada beijo seu?

E teus lábios tão lírios
quão líricos
teus braços tão cisnes de amor
mar suave
coberto de flor





DAVI CARTES ALVES





sábado, 12 de novembro de 2016

Quintessência
















Que flor é esta?
finge que morre
e quando menos se espera
é flor indo, flor vindo, 

floresta em festa

que flor é esta
que sempre resta?





Alice Ruiz





terça-feira, 8 de novembro de 2016

chuva de pólen













Chuva de pólen
caindo no telhado
e o meu coração podado
querendo se molhar


a moça da caravela
- azul, ligeira, singela
que sonha a noroeste
e tece,  
num tímido entrelaçar 


o que seria um bordado
enquanto um jagunço inspirado
não cessa de lhe encantar...








do blog:
  sobomarazuldeadria.blogspot.com






sábado, 5 de novembro de 2016

Se não agora , quando?












Se eu não for por mim ,
 quem o será?

Se eu for só por mim
Que serei eu?

Se não agora,
 quando?



Hillel






pinçado na palestra do Professor Cortella







quarta-feira, 2 de novembro de 2016

afabilidade









" O rancoroso vive no passado
o ansioso vive no futuro
quem quase morre esta vivo
quem quase vive 
já morreu "





sábado, 1 de outubro de 2016

Automat, 1927





 · 

No céu de Hopper
é sempre outono mítico
o tempo descansa longe de câmeras
as palavras flanam em silêncio
e mancham o espaço de uma luz vaporosa
uma moça toma um café
nenhuma bebida na xícara a não ser café
nenhuma xícara sobre a mesa a não ser aquela xícara sobre a mesa
no hall do mesmo hotel
pensado por platão 
de onde todos os simulacros derivam
ondas de solidão vibram em círculos concêntricos 
os gestos antecedem qualquer pensamento
enquanto fora do quadro e no coração do artista
urge o distúrbio do mundo





Assionara Souza












Painéis de saudade












Fiz versos
 para encher-te de luz
com brisa  soprada
 por lírios


teu amor 
não quis tantos martírios
bastaram aqueles pássaros encantados
já pousando incendiados, exaustos
pelos mares revoltos 
dos céus dos teus olhos 


quando chegaram
 outros exércitos de longe
reviveram num voo distante
rompendo a amargura dos véus
que blindavam teus sonhos
de amor

mas o mar já não se faz tão imenso
frente ao deserto dos teus cabelos ausentes
e a busca por estas saudades
se faz forte para o seu cansaço
mas pequena demais para sua dor

outros céus 
seguram em vão novos prantos
garoar de um amor
sem estio

beijo leve 
a diluir-se em azul
forte como a paz
frágil como a bruma

fiz versos
 para encher-te de luz
com brisa  soprada
 por lírios


teu amor 
não quis tantos martírios
garoar de um amor
sem estio






DAVI CARTES ALVES