sábado, 30 de novembro de 2013

Sobre o que cochicham as cumeeiras?









 Uivando 
para uma lua de concreto
desconfiaram que o lobo
é a soma dos cordeiros







quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Fernando Pessoa













Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.





  Fernando Pessoa







domingo, 24 de novembro de 2013

Let the music play !!!





 Let the music play !!!

 In Soul




 patti labelle, dionne warwick , gladys knight, chaka kan...




https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSArIDuQbrhJAjClfQarYyn4dzpN2J-y-0AbfCTdrmigeRFWJMU 




 



 




 





 








https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTyrNurd02teW2kwbqjqMGHQi7QWU3rBY-P16FbSZKXT_ASmWJQ










                                                                    ...











sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Nas nuvens










Meu anjo mais lindo
meu sonho mais doce
maviosa flor das estrelas

 
suave embarcação
 que desliza nas nuvens
para os meus braços
a  trouxe

e juntos vieram
teus exércitos sublimes
com mantas de seda
com lábios de pétalas
com asas de  amor

Suspiros do mar
carinhos de brisa
manhãs de afagar






DAVI CARTES ALVES







Apelo - Dalton Trevisan













Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.

Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.

Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate
meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.




 Dalton Trevisan








quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Que tudo seja leve de tal forma














Que o breve seja de  um longo pensar
Que o longo seja de um curto sentir
Que tudo seja leve de tal forma
Que o tempo nunca leve




Alice Ruiz 





 

sábado, 9 de novembro de 2013

Lembranças de amor












Sorriso das nuvens rosadas

recebendo as manhãs

orvalhadas

com o teu frescor



sol meigo

dos rios quão suaves

nos teus carinhos

quais aves

do amor



Uma frase doce

confeita num breve sorriso

como suave palpitar

de pequenas borboletas brancas

sobre a campânula carmim



derramas luz da aurora

de sua caixinha de Pandora

usufruo todo o seu mel

nesta hora



esta doçura

que a tantos fascina

nesta ternura

que não pede rima



suavidade de folha que cai

beijo lunar

que pousa e se esvai



ora bálsamo

para alma ressequida

ora riacho que canta

uma música ressentida

poema



descansar sob revoada

destes pássaros mansos

que trespassam cativantes

no céu opala dos teus olhos



bojo de delícias

derramadas por

sublime orquídea

ou luminosa estrelícia



ouvir sua voz maviosa,

que transpassa a alma

como uma colcha sedosa




Voz tão escassa

como o cometa Haley

porém quando surge assim, musical

parece adoçada

com três colherinhas de açúcar

e nada de sal






Tua perene beleza

tua ternura de vinho,

frescor doce, carinho

deleite suave, atemporal

embebida

em brilho labial



como se a cada piscar de olhos

a cada beijo desses seus lindos cílios

renova-se em sua alma

doce frescor de amanhecer

generosa alvorada,

de ternuras



Não me deixe só

qual

cata-vento sem espadas

como

magnólias desprezadas

feito

balbuciantes pedras frias






nos cantos úmidos, 


lúgubres, escuros

das vazias rodovias,

d’alma





Como tu seguras assim,

firmes na mão!

As rédeas do charme, do encanto

e da sedução?





Fazendo-me

mais um subjugado prisioneiro

do seu vasto império

de fascínio, graciosidade

e paixão




cai outra pétala

da rosa chorosa

a arder numa solidão

de tintas tão belas,

quanto dolorosa.



e aquele sorriso mavioso,

brincando naqueles lábios tão belos

fica impresso no espelho d’alma,

na retina , nas nuvens,

flores, na alvorada



aquele sorriso
 
 leve, breve

suave

como se derrama-se n'alma

o mel

naquela porçãozinha de vida

naquela luz do paraíso...






DAVI CARTES ALVES








sábado, 2 de novembro de 2013

COLORIN COLORADO ESTE CUENTO HA EMPEZADO...









   Há mais de 6 anos contando histórias no Canto do Conto da FNAC Curitiba, a Cia Girolê expande um pouco mais seus horizontes! 
       Desde dezembro de 2012 estamos apresentando mensalmente uma contação de histórias em espanhol em parceria com o CENTRO CULTURAL DA ESPANHA pelo projeto Cuentacuentos
As montagens seguem o formato com a marca do grupo: sempre explorando a sonoridade da língua e selecionando bons textos.
    
   O público que acompanha o nosso trabalho aos sábados a partir das 17 horas no espaço infantil da FNAC já pôde prestigiar nossas novas contações de história. Rebelión en el puchero da argentina Silvia Schujer, Pelos y Pulgas de Ema Wolf e Gustavo Roldán e Niña Bonita de Ana Maria Machado foram algumas das obras que já adaptamos para a proposta.
 No desejo de proporcionar ao nosso público um contato lúdico com a língua espanhola, buscamos valorizar a cultura hispânica nas suas diversas manifestações artísticas, como a sua literatura e música.
 Ps. A loja FNAC fica no primeiro andar do ParkShopping Barigui.

Sobre lendas e mulheres

Sobre lendas e mulheres

Toda mulher tem em si, uma loba, uma lua, uma centelha criadora de histórias que realiza a cura. Toda mulher é capaz de amar sentir, criar, realizar em si a tecitura das aranhas, das tecelãs, das parcas parideiras do destino.Em toda mulher habita uma bruxa, uma mãe, um segredo perdido na névoa, a face oculta, o breu, a tempestade.Em cada mulher habita o inexplicável , o absoluto, o inconjugável. Em cada mulher habita um diamante raro, uma escolha um desejo, um ser...Apenas... 
A Cia Girolê e a Casa de Charme estúdio, convidam você para uma noite muito especial! Sobre lendas e Mulheres! Uma compilação de histórias que resgatam o feminino!
 Sonoros aplausos a :


http://2.bp.blogspot.com/-k0v1VqfI6rY/UGfPNExI1gI/AAAAAAAAAR0/3xkUfqK627A/s300/logo%2Bgirole.jpg


Visitem :  http://ciagirol.blogspot.com.br

Eu recomendo












nas muralhas...


 


Ouvindo no Smartphone
música de Carimbó
ela grafitou o nosso amor
nas Muralhas de Jericó
 
 
 
DAVI CARTES ALVES