terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

NÃO DEIXE PRA DIZER QUE AMA, QUANDO FOR TARDE DEMAIS

Não adianta dizer que amava
Só no pé da cova rasa
Escrever na grinalda de perpétuas
Ou no vaso de crisântemos
Onde o térmita e o tempo
dissolvem tudo em relento

dizer que ama
com ternura de querubim
protege a alma do tempo
e do cupim

desde que proferido
em palpitante vida
uma e muitas vezes
dizer que amas
escrevendo n’alma querida
por cinzel em chamas

certamente,
não farás na sepultura
poroso drama

Um comentário:

Maria Souza disse...

cara, vc é 10!!!! Vi teus poemas no "poemasdeamor.com" e acssei teu blog... Valeu 'a pena essa visita. Fiquei encantada e até já roubei textos seu pra postar em um de meus blogs... (Mencionando o nome do autor, claro...)

Grande Abraço e continue assim...